terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
O Papa perseguido
Cartazes espalhados por Roma contra o Papa Francisco. Cardeais conhecidos como "guardiões da sã doutrina católica", acusam o Papa de agir contra a fé.
O Papa do fim do mundo não é respeitado como seus antecessores. Padres, bispos e leigos que defendiam todas as palavras de São João Paulo II e Bento XVI, agora relevam as palavras de Francisco.
O Papa dos pobres incomoda. Incomoda porque observa quem usa o dinheiro da caridade para ter mais do que o necessário. Incomoda porque diz que as casas de congregações não são hotéis, e que devem acolher sem-tetos. Incomoda porque sonha com as primeiras comunidades cristãs.
O Papa não é reconhecido entre os seus. E isso mostra o tamanho da sua profecia. E em tempos de retrocessos sociais, Francisco faz ecoar a esperança.
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sábado, 14 de janeiro de 2017
Dançaí, Negro Nagô!
Eram retirados de sua comunidade. De um dia para o outro ficavam sem família, sem amigos, moradia.
Lançados em porões gigantescos de navios, juntamente com centenas de outros irmãos, também sem família, sem amigos, que falavam dialetos diferentes.
Viajavam por mais de um mês em condições inimagináveis.
Quando não sobreviviam, ou quando estavam doentes, eram jogados no mar, descartados como lixo.
Chegando em "terra" firme, o pesadelo estava apenas começando. Viveriam a vida inteira submetidos a outros, que jamais aceitariam ser chamados de irmãos.
Eram aprisionados, mais uma vez.
Ou trabalhavam, ou morriam.
Mesmo trabalhando, eram massacrados psicologicamente, fisicamente.
E, com tudo isso, o que eles faziam antes de dormir? Cantavam. Dançavam. Deitavam e rolavam. Sonhavam acordados com sua Terra mãe. Reuniam-se. Alimentavam a esperança juntos. Resistiam e buscavam libertar-se.
O amor se fazia presente.
Eram negros cantadores. Encantadores. De inúmeras etnias. Uma delas é a Nagô.
Ainda hoje, inúmeras vezes são tratados da mesma maneira que há 229 anos. Ainda hoje encontram forças para resistir e cantar. E os atuais senhores de engenho continuam se fechando na casa grande, morrendo de medo dos Quilombos, acreditando que não têm nada a ver com a história.
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sábado, 7 de janeiro de 2017
Retrospectiva 2016
2016 vai deixar marcas. Psicológicas, físicas e emocionais. Não é todo ano, nem é tudo mundo que entra numa guerra pela vida, também não é sempre que temos a chance de refletir ainda mais sobre a vida, a fé, o amor e sobre a sociedade.
Esse ano me tornei aquilo que sonho desde meus 14 anos, desde 2005: professor de matemática. Entrei na universidade sonhando com a Licenciatura e só saí de lá com o Diploma. O último semestre me ensinou bastante.
Esse ano, eu fiquei 5 meses em casa e só saía para ir ao hospital. Foi o tempo que mais produzi textos e o tempo que aprendi sobre viver um dia de cada vez. Desfrutei dos 16 canais dedicados às Olimpíadas, tive 4 festas de aniversário, recebi dezenas de amigos em casa, encontrei outros tantos amigos em outros lugares.
Esse ano, a família se tornou ainda mais importante e será minha prioridade em 2017. Quando se diz "é da família", para mim agora tem novo significado. O amor que envolve a família é diferente e a gente é capaz de sentir isso. Priscilla Oliveira, meu amor, cada palavra e momento que partilhamos nos dá a certeza de que vamos juntos encarar o mundo e construir uma nova e linda família.
PJoteiros e PJoteiras que estiveram em sintonia comigo, saibam que não deixei de pensar em vocês um único dia sequer, em especial os membros da CAPJ e os que vieram de longe para me visitar. Membros da minha paróquia, meu pároco, muito obrigado pelas visitas, orações e celebrações.
Amigos e professores da Faculdade, vocês me permitiram sobreviver financeiramente, com várias doações. Também sei que estiveram em sintonia todo o tempo e muito do que sou hoje, o profissional que sou hoje, deve-se a vocês. Todo o tempo partilhado, duas copas e uns olimpíada, kkkkk.
Enfim, amanhã estarei com os mesmos objetivos de 2016 e sei que não vai mudar tudo do nada, mas sei que é preciso caminhar e que estejamos prontos para os próximos passos.
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