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sábado, 7 de janeiro de 2017

Retrospectiva 2016

2016 vai deixar marcas. Psicológicas, físicas e emocionais. Não é todo ano, nem é tudo mundo que entra numa guerra pela vida, também não é sempre que temos a chance de refletir ainda mais sobre a vida, a fé, o amor e sobre a sociedade.

Esse ano me tornei aquilo que sonho desde meus 14 anos, desde 2005: professor de matemática. Entrei na universidade sonhando com a Licenciatura e só saí de lá com o Diploma. O último semestre me ensinou bastante.

Esse ano, eu fiquei 5 meses em casa e só saía para ir ao hospital. Foi o tempo que mais produzi textos e o tempo que aprendi sobre viver um dia de cada vez. Desfrutei dos 16 canais dedicados às Olimpíadas, tive 4 festas de aniversário, recebi dezenas de amigos em casa, encontrei outros tantos amigos em outros lugares.

Esse ano, a família se tornou ainda mais importante e será minha prioridade em 2017. Quando se diz "é da família", para mim agora tem novo significado. O amor que envolve a família é diferente e a gente é capaz de sentir isso. Priscilla Oliveira, meu amor, cada palavra e momento que partilhamos nos dá a certeza de que vamos juntos encarar o mundo e construir uma nova e linda família.

PJoteiros e PJoteiras que estiveram em sintonia comigo, saibam que não deixei de pensar em vocês um único dia sequer, em especial os membros da CAPJ e os que vieram de longe para me visitar. Membros da minha paróquia, meu pároco, muito obrigado pelas visitas, orações e celebrações.

Amigos e professores da Faculdade, vocês me permitiram sobreviver financeiramente, com várias doações. Também sei que estiveram em sintonia todo o tempo e muito do que sou hoje, o profissional que sou hoje, deve-se a vocês. Todo o tempo partilhado, duas copas e uns olimpíada, kkkkk.

Enfim, amanhã estarei com os mesmos objetivos de 2016 e sei que não vai mudar tudo do nada, mas sei que é preciso caminhar e que estejamos prontos para os próximos passos.

sábado, 8 de outubro de 2016

A vista da janela


Essa é a primeira imagem que vi da sociedade. Em mais de 20 anos, pouca coisa mudou nessa paisagem. Rio transformado em esgoto, casas que caem com a chuva, outras que inundam. Em todo verão, arraias que caem no Dique-esgoto e levam os entusiastas a correrem por elas, destoam da falta de lazer, faz-se opção única.

A gente até acha feio olhar para isso, esquecendo-se do fato de que olhar de lá para cá causa a mesma repulsa, as mesmas críticas de casas mal feitas, sem pintar, de que lá é favela.

Ali à direita há casas que afundaram em 1996. Nove famílias engolidas. No centro da imagem, asfalto e saneamento básico ainda são pautas de luta e promessas sem vergonha. À esquerda, casas ainda caem com chuvas, e um dos únicos dois campos de futebol disponíveis, feitos pelo povo.

Dos que eu sabia o nome, dezenas já morreram, por engano, por acertos de contas, por medo de si mesmos, por acidentes. Mas sei que, na verdade, foram centenas os que presenciaram essa sociedade por menos tempo do que eu. Os que sobrevivem, vivem a trabalhar, acreditando que um dia verão outra paisagem pela janela.

Pouquíssimos de nós puderam realizar o sonho de ser o que queria ser. E quem deveria ter que desistir de um sonho desse tamanho? É que a partir daqui, precisamos sonhar com 10 vezes mais forças para realizar. E ninguém pode ser culpado por não suportar tanta pressão. Quando algo acontece por aqui e os jornais querem mostrar que não somos de lá, dizem "nas proximidades de Salvador", ou "na comunidade de Boa Vista de São Caetano". Quando um morador ganha ouro olímpico, o bairro existe, a prefeitura o limpa, e a conquista é da cidade.

Como já foi decidido que não há espaço digno para todos, alguns precisam pagar a conta, precisam ter uma escola pior, nenhuma estrutura de lazer, nenhum posto de saúde, nenhuma praça, esgoto a céu aberto, nenhuma encosta de concreto, apenas três linhas de ônibus mais uma complementar. Alguns precisam trabalhar por conta própria, trazer trabalho para casa, trabalhar com os pais, e até não ter como trabalhar.

Seria muito fácil se tudo dependesse de querer. A gente aprende que é normal ser esmagado e aceitar de cabeça baixa, porque precisa ser honesto. A gente aprende que quando falta comida a culpa é nossa, porque não trabalhou o suficiente, ou não mereceu ganhar mais. A gente aprende que o tráfico vem pra cá porque aqui é lugar das coisas ruins. A gente aprende que se der algo errado, com certeza estava envolvido. E aprende que morar num prédio é ser superior.

Há 26 anos partilho a janela, a vista, a laje, os sonhos, os cansaços, os choros e os réveillons com toda essa gente. Nós cuidamos uns dos outros e rezamos uns pelos outros. Não é fácil subir tantas escadas e ladeiras todos os dias, nem sobreviver para contar. Não é fácil ter que mostrar ao mundo que algo está errado e mesmo assim ouvir que um "homem de bem" sofreu tudo isso e continuou "de bem". Não é fácil querer viver o que é nosso por direito.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Eu sou Tecnológico

Essa é a minha primeira postagem sobre Tecnologia. Com certeza meus amigos dirão que até que demorou; pois eles sabem o quanto vivo antenado sobre esse assunto, então resolvi contar um pouco da minha história com a tecnologia, para tentar explicar porque gosto tanto.



Acho que meu primeiro contato racional com a tecnologia foi com as canetas que "escondem" as pontas. Meu pai vivia trazendo essas canetas para casa e eu sempre abria-as para saber como funcionam. É claro que nunca conseguia montar de novo. Minha mãe vendia vários produtos do armarinho da madrinha dela e eu sempre ficava com os carrinhos que sobravam. Tinha uns que saía fogo quando andavam, os famosos "Bate-volta", os de ficção e eu no meio de tudo isso. E sempre queria abrir para saber como funcionavam, e sempre quebrava-os.

Depois fui aprendendo a não quebrar as coisas, mas sempre me impressionava quando passavam aquelas TV's gigantes americanas, ou computadores nos filmes... Até que meu primeiro PC chegou e eu desbravei cada pasta, cada arquivo; para conhecer melhor. Eu até quebrei-o de tanto mexer nas peças internas, mas ainda bem que tava na garantia. Quando esta acabou, eu abria o PC só pra ficar olhando as peças, ou então com ele ligado para ver o cooler girando.

Em 2007, aos 16 anos, comecei a fazer textos, com isso passei a ler muito mais; pois quando você faz um texto, tenta fazer com que o(a) leitor(a) não esqueça de nenhuma palavra, você busca a melhor maneira de passar as informações; tenta prender os olhos dele(a) na tela. Eu precisava saber mais, para poder escrever melhor. E eu não gostava de ler. Logicamente, o que me chamaria a atenção, naquele momento, seriam os fóruns sobre informática, ou os sites de vendas de eletrodomésticos e informática, sites de tecnologia. Foi assim que minha vida de blogueiro começou. Tenho um poder de observação muito bom, o que me ajuda na hora de escrever, mas as informações só chegam até a mim, quando leio. Hoje, não passo um dia sem ler a guia de notícias sobre Ciência e Tecnologia no Google News, além de sempre espiar sites internacionais de notícias.

Esse sou eu, Althielis, que curte muita coisa e adora escrever sobre isso.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A Humildade é a Alma dos Negócios!

O texto a seguir foi feito no dia 30/01/2009: um dia antes do resultado da UFBa 2009. A grande inspiração para este texto foi minha "derrota" no processo seletivo do IFBa (CEFET) em 2004 para entrar no ensino médio. Eu fiz um curso pré-cefet naquele ano. O curso começara no início de 2004, porém entrei somente no segundo semestre. O grande problema desse curso é que é feita uma lavagem cerebral nos alunos! Eles dizem em todas as aulas que quem faz o curso já passou e isso faz com que os alunos se sintam superiores aos dos outros cursos, o que é falta de humildade. Nada é fácil. E essa ideia falta a muita gente. Disso tudo, após não passar no cefet e lamentar muito, aprendi a ser um pouco humilde e, a partir disso, com muito esforço consegui chegar onde estou e pretendo, claro, ir o mais longe possível... Sem delongas, vamos ao texto:





Passei 2008 inteiro preparando-me para este dia. Mais de um ano de espera e estou a um dia de saber meu caminho; se minha vida vai mudar para melhor, ou se terei que aprender, mais uma vez, com a derrota. Derrota essa que não terá sido em vão, assim como todas as que existem.

O vestibular de domingo chega, mas sábado não chega; uma semana angustiante, cada chamado urgente de alguém me faz pensar que o juízo final foi decretado, porém não passam de alarmes falsos do meu consciente mais meu subconsciente, pois, agora, os dois trabalham juntos num único sentido, com duas missões. A emoção quer pensar em todo o lado bom do resultado positivo, e a razão não me deixa viajar no tempo, me conta que o dia ainda não chegou, ainda não posso comemorar. Minha razão me explica que não sou o único que almeja aquela lista, aquela lista que, por muitas vezes, procurei meu nome e, quando não o encontrava, sempre passava o mouse na linha entre os dois nomes onde o meu deveria estar. É nessa hora que o peso de suas costas te faz flutuar, ou te afunda até o centro da Terra por conta de uma gravidade muito maior do que a que estamos acostumados.

Em cada momento sozinho travo uma batalha íntima, que, além de pensar no futuro, pensa no presente, no passado, nos cruzamentos entre eles que ainda podem ocorrer, pensa em todas as possibilidades, todas mesmo! Uma batalha para quem é forte de Espírito, porque se não for, qualquer probleminha já é a gota d’água. Mas, amigos, a última semana iguala todos na esperança, nas certezas e nas dúvidas. Já me tornei experiente nesse esporte. Nele o jogo só acaba quando a página é atualizada pela última vez.

Sei que poderia ter feito melhor, poderia ser 100%, no entanto isso é para poucos, não por inteligência, mas sim por perseverança e humildade, essas são as almas do negócio! Apenas um dia, duas aulas a menos no currículo, de semanas, de sábados e domingos que iam das 8h às 17h; porém, cada minuto de atenção máxima, cada centavo valeram à pena. Hoje, na minha escala de 0 a 10, sai do 0 e cheguei no 3. 3 esse que talvez não me traga, amanhã, o que quero, mas com certeza, é o 3 do início da minha vitória. O que sentirei, após olhar a lista, somente eu e Deus saberemos, contudo confesso aqui que não importa o resultado, mas o que se aprende com ele, seja uma gama imensa de conhecimentos acadêmicos, seja a ser mais humilde e perseverante, e o último é, disparado, o mais importante, pois só Eu mesmo posso ensinar-me essas virtudes.

domingo, 14 de março de 2010

Uma primeira impressão:



Gostaria de iniciar a vida desse blog - o qual foi pensado a partir das ideias de Bianca, minha irmã, conselheira; amiga e, acima de tudo, uma pessoa que me conhece mais do que eu mesmo - contando para você o que se passa em minha vida agora.

Estou no terceiro semestre do curso de matemática da UFBa, no primeiro semestre do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do IFBa e, posso dizer, estou vivendo um lindo momento com minha Igreja (Cristã Católica Apostólica Romana). Participo de grupos como pastoral da juventude, ajudo os catequistas da Crisma, canto nas missas, etc. E, também, estou tentando conquistar uma mulher que penso ser a mulher que esperei por tanto tempo.

Gosto de Escrever sobre vários temas, não tenho regularidade em fazer textos, não me preocupo em fazer, apenas escrevo o que está em minha mente em momentos. Não gosto de romantismo - final feliz e amor eterno - mas acredito que farei uma pessoa o mais feliz que ela possa ser.

Tenho alguns textos já prontos que poderei colocar aqui, outros que não devem ser lidos por qualquer um e outros que se remetem apenas à mim. Gosto muito de tecnologia, jogos de corrida e tiro em primeira pessoa, como DIRT 2, RACE DRIVER GRID, GP-4, COUNTER STRIKE, dentre outros...

No momento, meu lado musical está voltado para a banda ROSA DE SARON, a qual faz muito mais que música e letra, faz um trabalho especial.

Obrigado pela presença nesse primeiro passo que acredito ser um grande, pois agora me sentirei um pouco mais comprometido com a autoria; com a regularidade, quem sabe?