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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Guilherme de Sá - Testemunho



Sou filho de mãe solteira. E meu testemunho se baseia na história de um cara que, sempre esperou um Pai. Me lembro até hoje, quando tinha uns 7 ou oito anos, minha mãe saía com as amigas e eu sempre perguntava: E aí mãe já me arranjou um pai? Era sempre assim que acontecia. Morei boa parte da infância com meus avós, minha mãe trabalhava muito e acabei morando no sítio com eles. Vou contar a história do único pai que tive: Meu avô. Seu nome era Nelson (nome que está inserido nos 3 cd`s do Rosa que participei). Trabalhava muito, ele e mais 1 irmão fundaram a Viação Limeirense, hoje riquíssima, começaram com oito peruas. O negócio prosperou bastante, tudo ia bem até que um dia, o irmão dele fez um contrato falso e levou meu avô a vender sua parte por mixaria. Com esse dinheiro meu avô comprou um bar, nesse bar ele aprendeu a beber, e beber muito. Virou alcólatra daqueles violentos. Era um amor de pessoa, mas virava outro quando bebia. Fechou o bar e foi morar no sítio, onde morei lá por um tempo. Presenciei muita coisa ruim, mas foi um grande pai para mim. Eu era o seu xodó. Interessante que, quando minha mãe apareceu grávida, ele me repudiou totalmente, mas o tempo foi passando e quando ela virava as costas pra ir trabalhar ele ia direto pro berço...

O tempo passou e minha mãe finalmente arranjou um “pai” pra mim. Casaram-se no civil e após isso me mudei para Cosmópolis, onde ele morava. No começo até que foi tranqüilo, mas tão cedo minha vida desmorou. Eu já tinha 11 anos. O garoto que morava no sítio foi pra cidade e acabou sendo literalmente o “nerd” da turma. Comecei a criar minha personalidade nesse ambiente e nesse meio começaram minhas primeiras surras. Sempre por motivos ridículos, geralmente nota baixa, se eu tirava um “D” (nota, não média) eu apanhava. Você não tem noção do que é apanhar de um padrasto, ainda mais da forma que eu apanhava. Sempre com cinto, deitado de bruços, nas pernas e acima de 40 cintadas. Ele contava e fazia eu contar junto.Batia muito forte. Após a surra me fazia vestir um short curto e ir pra educação física marcado pra todo mundo ver. Minha mãe tinha medo de contar pro meu avô porque a relação deles era desagradável. Com isso me distanciei do meu avô. Até que ele fez seu aniversário de numero 62, se entupiu de comer bolo e o nível de açúcar no sangue subiu muito. Foi internado, caiu na rede pública e voltou muito mal. A última lembrança que tenho dele é horrível. Ele estava na cama, com uma sonda. Minha avó subiu para a cidade para falar com um médico e me deixou encarregado de dar sopa pra ele. A casa era muito grande e as vezes eu tinha medo de ficar sozinho nela, então fui dar a sopa (com medo) dei um pouco pra ele, foi quando ele urinou (pela sonda). Eu senti medo e sem terminar a sopa, sai do quarto (ele estava consciente) e depois disso fui pra casa. Logo após isso ele foi internado, ficou 11 dias na Unicamp e faleceu. 

Assim termina a história do único homem que me tratou como um verdadeiro filho. Que batalhou, foi vítima, se perdeu e no seu leito de morte chamou o irmão que nunca havia perdoado, e enfim, perdoou. Nem entendi o que havia acontecido, eu tinha apenas 12 anos. Só comecei a entender o que meu avô significara pra mim 6 anos depois, mas essa é outra fase da minha vida. E vida seguiu seu rumo. Aí situação em casa piorou ainda mais. O meu padrasto entre uma surra e outra inventou de me bater com galho de uma Jabuticabeira que tinha no quintal de casa. Claro que me fazia: escolher qual galho, retirar as folhas e untar com óleo. Só depois executava o que ele chamava de “ofício”. Minha mãe sempre dizia que ele via meu pai na minha figura e isso o deixava enciumado. Se ela tentasse impedir, tomava o dela também. Todos os dias era obrigado a estudar das 13:30 às 22 horas, não importa o que houvesse, eu deveria ficar olhando pro caderno. Isso durou minha sexta série inteira. Me tornei um adolescente totalmente tímido. Sem pai (o verdadeiro não me procurava), e sem respeito na escola. Ora, você sabe que um beijo é tudo na vida de um menino de 13, 14 anos. Sendo que quase todos meus amigos já tinham tido algo, eu ficava viajando com o seriado “Anos Incríveis”, aquilo era minha vida, eu queria ser o Kevin Arnold e o que eu mais queira era ter uma Winnie Cooper como namorada e um Paul como amigo. Mas nada disso acontecia.

Os amigos que tive tinham 5 anos a menos que eu. O resto me ridicularizava. Nesse tempo da minha vida, com 13 à 14 anos, eu comecei a furtar coisas. Em casa a gente chegou a passar necessidade por um tempo. E eu encontrei no roubo a solução (lamentável). E gastava tudo em Fliperama... Fui pego várias vezes. A vez que mais marcou foi quando eu entrei na salinha de serventes da escola (eu entrava direto pq lá ficavam as coisas que as pessoas esqueciam) e fucei numa bolsa e roubei o salário inteiro de uma faxineira. Descobriram, apanhei (da minha mãe, porque se meu padrasto soubesse eu iria fritar), aprendi e fui parando. Mas ainda sobrava a lembrança: Eu era um nada. Na época eu tinha dentes muito tortos, aparelho dental era muito caro. E com toda minha “moral” perante os “amigos”, sem a aparência ajudar muito, eu comecei a ir para a casa da minha avó Lúcia (esposa do avô Nelson), porque queria escapar do Eliseu (meu padrasto). Eles já tinham tido meu irmão Nicholas há 3 anos e eu já havia caído um pouco no esquecimento. É normal quando se tem um filho novo, ele precisa de cuidados e tudo mais. Comecei a ser um pouco ouvido, frenquentei por muito tempo o grupo de jovens JUCA em Artur Nogueira, de lá saiu a minha primeira banda, o Hohenzollern. (embora eu cantasse desde o 10 anos na Matriz de Cosmópolis) Isso foi tudo! Agradecia a Deus todos os dias pela banda. Assim chamei um pouco a atenção da galera da minha classe, não existia muitas bandas na época e acabei sendo respeitado. Foi uma revolução... O tempo foi passando, as surras foram diminuindo, o respeito foi crescendo (muito aos poucos), aconteceu o 1º beijo... E continuava sem pai...

Já tinha 16 anos, bastante afastado da igreja, já havia frequentado uns 8 retiros e nada, comecei a andar com uma galera da pesada. Virei fã de Metal, descobri o Iron Maiden. Mas não me envolvi nem com bebidas nem com drogas porque tinha medo do meu padrasto. Muito menos com cigarro, eu morria de nojo, os dois em casa fumavam muito (minha mãe parou há muito tempo). Eu aprendi a tocar violão. Esse foi o marco da música na vida. Tanto que repeti de ano na escola de tanto pular o muro pra ficar arranhando as cordas (estava no 1º ano do 2º colegial). Costumo dizer que esse foi o único ano que eu realmente aprendi algo com a escola, o ano que eu bombei. (que não sirva de exemplo, porque não é). Nunca fui bom aluno. Por incrível que pareça eu não apanhei. Eu já estava mais velho e acho que ele já estava bastante satisfeito. Me mudei para casa da minha avó no ano seguinte: 1997.

Comecei a cantar num grupo de oração de bairro, e lá havia uma pregadora muito boa. Era uma mulher de Campinas, seu nome é Darci. Ela foi um anjo para mim em todos os sentidos. Foi ela quem me levou para o retiro que me converti e FOI ELA quem levou minha fita de inscrição para o Rosa. Coincidentemente (ou providentemente) ela é tia do Eduardo Faro. Ela é a grande responsável por eu estar onde estou. Claro que pulei uma grande parte da história, pois a entrada no Rosa foi em 2001. Desse pulo, o que vale realmente contar? Vale dizer que, larguei tudo que me afastava de Deus, que comecei uma obra maravilhosa com uma comunidade de jovens (Profetas do Amor) e que realmente me sentia realizado. Uma curiosidade: Eu me converti porque não fui suficientemente capaz de beijar uma menina que estava muito a fim de mim. Meu primo foi e pegou meu lugar. Isso foi o estopim. Duas horas depois houve uma Efusão no Espírito e comecei chorar feito louco. Me converti e meu primo se converteu com minhas lágrimas. O ano era 1998, final de outubro e eu já tinha 17 anos. Tudo ia ótimo, até que um dia recebi uma ligação: Era meu pai verdadeiro, querendo me conhecer. Foi o dia mais feliz da minha vida.

Passamos um mês muito, muito bom. Ponto. Porque, no dia do meu aniversário ele não me ligou, antes do Natal não me ligou. Então no Reveillon, dia 1º de Janeiro de 1999 foi o último dia que eu vi ele e minhas irmãs. Eu fui renegado de novo, agora pelo meu próprio pai. Isso doeu muito, muito. Voltei pra Cosmópolis, minha mãe havia descido para a praia. E eu fiquei numa praça, estagnado, imóvel, até as 5 da manhã... Eu não acreditava naquilo. Foi o pior dia da minha vida e eu não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo. Após isso, tentei falar com ele muitas vezes, mas nunca mais consegui. Com Deus ao meu lado (se Deus é por nós...) dei a volta por cima. Fui muito bem sucedido em tudo. No namoro, no trabalho, na comunidade, na família, em tudo...

E entrei no grande propósito da minha vida, o Rosa de Saron. A partir daí a maioria conhece. Hoje, minha mãe se separou do Eliseu. Ele virara alcólatra e havia se tornado violento com ela e com meu irmão, e ela repleta de razão, se cansou. Hoje, meu pai, Rogério, que quase morreu de infarto há 3 anos atrás, recebeu uma intimação da justiça. Vai ter que fazer DNA. Eu esperei com a maior das calmas a tempestade toda acabar e agora enfim, eu processo ele, não com ódio ou raiva, muito menos vingança, mas sabendo que existe uma justiça e eu faço questão que ele saiba que o filho que ele está perdendo é legitimamente dele. Moral da história: Se minha mãe sequer pensasse em aborto (pq não pensou) eu não existiria. Já que eu existo, então essa é minha história: Eu tive tudo nessa vida para ser um marginal, um alcoólatra, no mínimo um cara depressivo.. Mas é como diz a música: Quem me segurou foi Deus com seu amor de Pai. E eu cantei isso por anos. E a grande lógica: Foi provado por A + B e eu demorei muito pra entender. Deus é o grande, imenso e presente, Pai da minha vida.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Porque Rosa de Saron:

O Texto a seguir considero uma obra prima, pois é a junção de três pequenos textos que fiz em momentos especialíssimos. A primeira parte foi feita logo após o show do Rosa de Saron em Simões Filho. A segunda, logo após o show em Salvador e a terceira num dia de inspiração. Espero que gostem da minha versão do Rosa de Saron.




Esperei por muito tempo por algo que me fizesse esquecer tudo à volta, algo que me fizesse ter concentração extrema. Desde pequeno me apaixonei por guitarras e baterias e não era isso que eu ouvia por aqui. Não nego que, por indução, cantei e dancei pagode quando criança. Mas o rock me pegou. Os solos de guitarra são como vozes calmas e baixas. Os pratos da bateria são uma colher batendo num copo. O vocalista gritando, pulando, é como um passeio ao parque. Eu sempre quis algo diferente pra minha vida, a começar pela escola: matemática em primeiro lugar, leitura em segundo... No futebol: goleiro... Na escrita e no chute: Canhoto... Na vida: blogueiro, orkuteiro, twitteiro, viciado em jogos eletrônicos de última geração, estudante de matemática e de análise de sistemas, católico, romântico, fiel, sincero, julgador, defeituoso...
Logo percebi que o que eu gostava de ouvir não era desse país... Null Metal, Heavy Metal Melodic, Hard Core, e fui procurando... Curti SOAD, Metallica, Apocalyptica, Linkin Park, Nirvana, etc. Pulei muuuuiiitttoo por diversas vezes aqui em casa, sozinho, ouvindo System Of a Down.

Mas aí, conheci algo que juntou TUDO o que eu sou em UM SÓ: ROSA DE SARON [A Flor do Deserto], uma banda que me faz adorar a Deus e somente Ele. Uma banda que permite que Deus nos fale através dela, uma banda que move a juventude, que ADORA conosco, que é sensacional, uma banda que tem letras fantásticas e nos ensina a viver como irmãos;
Deus age nas pessoas de acordo com o que elas têm de melhor para oferecer ao mundo. Não canso de olhar para o sacrário e imaginar que Jesus está ao meu lado... Cantando suas letras, me arrepio, me emociono. As letras do Rosa transmitem exatamente o que a juventude precisa clamar, precisa gritar para o mundo.

Não é sonho, uma banda com 23 anos de história, que nunca perdeu seu foco: Evangelizar. Quem vai a um show ou assiste ao DVD, muda sua maneira de pensar, muda seus atos, pois percebe que não é só beleza, não é só produção, não é só instrumentos, É FÉ e DOM!!!

Agradeço a Deus todos os dias por os ter escolhido e os ter capacitado de tal maneira que estão se tornando o símbolo da fé juvenil do Brasil. Falar de Deus sem dizer seu nome, adorar sem gritar, pedir conselhos ao melhor amigo: Jesus, com acordes calmos e ao mesmo tempo empolgantes no pop ground que tocam na alma: isso tudo é revolucionar a maneira de adorar, a maneira de falar com Deus. Ele não é o cara de barba branca sentado no trono gerindo o mundo. Ele é o Espírito que nos dá repousos fumegantes, Ele é o espírito que me diz o que falar para as pessoas que necessitam de uma palavra amiga. Deus é o cara que nos segura nas noites mais traiçoeiras, o cara que nos dá a cruz necessária para atravessarmos a vida futura... E o Rosa sabe disso e, mais importante ainda, sabe passar isso aos seus irmãos!

Não me considero um fã daqueles que correm atrás de um autógrafo, que choram pelo Guilherme, pois Fã número 1 não é aquele que sabe todas as músicas, não é aquele que vai em todos os shows, nem aquele que mais pula. A banda passa uma energia inimaginável e, como falam os especialistas, um pensamento bom é 1000 vezes mais poderoso que um ruim. Fã número 1 não é o que ouve todas as músicas o tempo todo, nem aquele que mais grita.

O FÃ NÚMERO 1 de uma banda que evangeliza, é aquele que se cala, ouve todas as músicas e cada vez que ouve a mesma música, encontra algo novo nela. E mais, o fã número 1 do ROSA DE SARON sabe que eles não querem ser aplaudidos nem chamados nas ruas, mas sim salvar almas e, para isso, bastam suas letras perfeitas, basta que as pessoas ouçam com atenção extrema e aproveitem cada palavra para ADORAR A DEUS E, A ESSE SIM, APLAUDIR DE VERDADE!!!
Por isso me considero parte da Banda Rosa de Saron, pois a cada música tocada por eles, seja num show, seja aqui na minha casa, no meu mp3, na minha faculdade, me sinto diferente, como se a música saísse de mim. O espírito nos dá o poder de cantarmos todas as músicas como se fosse a primeira vez e ineditamente.
É inexplicável, mas posso dizer a vocês que ROSA DE SARON muda-me a cada música que ouço.
Obrigado DEUS!

domingo, 14 de março de 2010

Uma Declaração:

O texto a seguir foi feito no dia 25/02/2010, para uma pessoa que já recebeu esse texto. algumas pessoas sabem de quem se trata, mas prefiro deixar como uma declaração para uma pessoa muuito especial!




Meu romantismo, que tanto critico nos outros, tornou-a em algo maior que o próprio Deus. Mas será que Deus não me permitiu amá-la, para realmente sentir-me amado por Ele? Tudo que fiz de errado é minha culpa, minha tão grande culpa.

Eu quis acreditar que o mundo é perfeito e que, agora, eu seria feliz até a morte. Sempre soube do risco dela não ter o sentimento mútuo, sabia que eu não estava deixando seu espaço para pensar, refletir, sobre nós, saber se realmente queria ir além comigo. Muitas vezes, não sabemos se o que sentimos é realmente amor. Na verdade até quando amamos, ao não termos a certeza do “amor” do outro, não sabemos que estamos amando. Eu coloquei em minha mente: “É Ela, tem que ser! Ela é linda: uma primeira impressão importante. Carinhosa para com os amigos, elegantemente meiga e sorridente; Ela é católica: sabe e segue os mesmos caminhos que eu, quando o assunto é namoro, sexualidade, juventude, oração, etc.; Ela gosta do Rosa de Saron: a Banda que me fez esquecer as outras, que me faz dormir ouvindo e acordar cantando suas músicas, uma banda que fala do amor à Deus, que me faz chorar e clamar por perdão, que faz sentir-me alegre pelo amor de Deus. Ela faz matemática: É tão difícil conhecer alguém que goste! E na faculdade 80% são ateus, talvez porque, para os cristãos, só Deus faz o impossível, e muitos de nós achamos impossível passar num vestibular e mais ainda formar-se. Uma pessoa com tantas qualidades que, mesmo sem conhecê-la 10%, tantas coisas em comum a faz paradigma do meu Amor.

Muitos psicólogos dizem que nós mudamos de namorada, mas não mudamos o namoro, pois bem, essa pessoa; que agora tentarei conquistar, se Deus quiser, me conquistou definitivamente com um beijo que durou três segundos e que senti seus lábios tocando minha bochecha por mais de uma hora.

Mas a vida me ensinou uma coisa, que agora não vejo verdade nisto: “O máximo que podemos receber é um ‘não!’”. E eu, apesar de não ter recebido um “não” definitivo, despenquei do Bruj Dubai, senti-me como naqueles desenhos em que os ossos todos se quebram e se acumulam lá em baixo; pensei não estar vivendo aquilo, ou que era brincadeira; hoje acordei e pensei que tinha sonhado, mas é verdade. Porém, isso tudo pode ser um aprendizado para algo maior, um amadurecimento que devemos passar (espero). Mas como disse o “Velho Raul”: “Ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez, uma vez!”
Tomara que esse seja meu primeiro amor!