sexta-feira, 4 de março de 2011

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Fokker 100 - Morto pela Imprensa


Olá Caríssimos,

Pessoal, esse é o novo visual do Blog. Gostei muito do resultado, porém terei um trabalho dobrado para mantê-lo bem arrumado.

Peço que vocês naveguem pelos links acima e espero que reflitam, de verdade, profundamente cada texto aqui publicado.

Att,

Althielis Santos

Fokker 100 - Morto pela imprensa

O TEXTO A SEGUIR FOI TOTALMENTE RETIRADO DO SITE ASASDABHIA



Asas da Bahia na condição de site voltado a aviação, vem a mostrar o seu ponto de vista perante uma situação que veio mexendo com a aviação Brasileira nos últimos tempos! Trata-se da perseguição da imprensa a uma aeronave e empresa em específico, o FOKKER 100 e a TAM. Uma dupla de sucesso, e que mudou a história da aviação comercial Brasileira.
Tudo remonta a 1990, quando mais uma vez inovando em seus serviços a TAM apresentou o Fokker 100 PT-MRA, um silencioso jato regional para 108 passageiros, fabricado na Holanda pela já conhecida Fokker (fabricante do Fokker 27 e 28). O jato era o que havia de mais moderno em sua época, tendo 54 computadores de bordo capazes de levar a aeronave a um pouso ou decolagem totalmente automáticos, 108 passageiros com conforto e o único em sua categoria a levar mais de 100 pessoas pesando menos de 46 toneladas.

O Fokker 100 fez a TAM ser mais conhecida e com ela foi crescendo canto a canto do país com o famoso tapete vermelho. De 2 unidades em 1990 a empresa foi crescendo sua frota com este tipo de aparelho e foi ganhando espaço no mercado com os chamados VDC (Vôo Direto ao Centro) com um serviço de alta qualidade ao passageiro. O Fokker 100 ganhou o apelido de JATO DE CONGONHAS e mais, sua alta operação neste aeroporto em conjunto com sua maior operadora no Brasil fizeram o aeroporto ser conhecido como TAMGONHAS!

A falecida TABA de Belém, operou 2 unidades PT-MCN / MCO que vieram mais tarde a voar na TAM como PT-WHK / WHL, mas a operação do FOKKER 100 na TAM se tornou a mais brilhante de nossa aviação, pois a aeronave fez a empresa subir os degraus da fama e respeito na aviação Brasileira e o resultado disso? A TAM hoje é a maior empresa aérea doméstica. Mas a bela história do Fokker 100 foi manchada da pior maneira possível em um final de Outubro.
Na manhã de 31 de Outubro, o Fokker 100 PT-MRK, pintado em AZUL com o título NUMBER 1, para comemorar o prêmio de Melhor Empresa Regional do Mundo, eleita pela revista Air Transport World, com 6 tripulantes e 90 passageiros prepara-se para o vôo 402, alinhado na pista 17 de Congonhas inicia rolagem, seu reverso abre e fecha seguidamente, a tripulação mantém decolagem, segundos depois a aeronave cai matando todos 96 ocupantes mais 3 pessoas em terra! Era a deixa que a imprensa necessitava! Coberturas completas como todo jornalismo deve fazer, porém o Fokker 100 ali naquele 31 de Outubro, Dia das Bruxas, assinou a sua sentença com a imprensa Brasileira.

Qualquer incidente com o Fokker 100 da TAM após a queda do MRK era motivo para a TV realizar uma sensacional retrospectiva, onde um parafuso que caia de um F100 era motivo para relembrar 31/10/96! Especialmente a maior emissora de TV do Brasil insistia em realizar estes atos. Nós defendemos a seguinte tese: Quanto mais você atravessa a rua, mais chances você tem de ser atropelado. Ou seja o Fokker 100 voava sob uma carga horária de média de 20 horas ou mais por dia e lógico que isso expõe a aeronave a sofrer mais desgaste de sua operação diária. Use demais o seu computador e verás...

Ou seja, o Fokker 100 sendo a espinha dorsal da TAM, estava voando muito e logicamente expondo-se a incidentes! Infelizmente a imprensa não especializada Brasileira, não sabe diferenciar ACIDENTE de INCIDENTE, e passou a pregar o seguinte: ACIDENTE COM OUTRO FOKKER 100 DA TAM... mesmo que tal acidente fosse um pouso com super aquecimento de freios como ocorreu em 2002 no Galeão. Mas o que mais revolta é: SÓ NOTICIA-SE FOKKER 100 DA TAM... em 2001 infelizmente um 737-200 da VARIG, pousou em Goiânia e aquaplanou, sendo considerado perda total, e no mesmo dia um Fokker 100 da TAM sofreu um ACIDENTE (Esse sim um acidente, por que houve vítima!), matando uma passageira, pois a mesma foi quase sugada para fora da aeronave, advinha qual acidente teve cobertura completa? O F100 lógico! Porém se a imprensa perseguia, fazendo as pessoas formarem má opinião sobre o F100, a aeronave sempre saia na mídia caso sofresse algum incidente, sendo que VASP, NORDESTE, VARIG, RIO SUL sofreram incidentes neste meio tempo e nada foi dito! Quantas vezes Boeings da Nordeste já foram atingidos por Urubus na final do pouso de Teresina-PI? Várias... sabe quantas vezes passou na mídia? Nenhuma! A VASP em 2002 sofreu 2 RTO (Rejected Take Off) com seus Boeing 737-200 no mesmo dia e mesmo horário em Salvador, você viu? Logicamente que não! Um Boeing 767 da VARIG sugou um Urubu no Rio de Janeiro e retornou a esta cidade pois seu motor ficou totalmente danificado e aí? Você viu? Lógico que não! Ai de um Fokker 100 que atropele uma formiga... sairá na mídia.


O grande ato da mídia foi encenado em 30 de Agosto de 2002, quando 2 Fokker 100 por ironia do destino pousaram em emergência quase na mesma hora. O mais grave, ficou sem combustível sobre a cidade de Birigüi-SP e pousou em uma fazenda, resultando em uma Vaca Nelore morta! O outro pousou sem trem de pouso em Campinas-SP, foi o suficiente para a mídia usar e abusar da aeronave. Até DESPRESSURIZAÇÃO após o pouso foi noticiada! Já ouviu essa?
O dia 30 de Agosto foi tragicamente aliviado por uma queda de um EMB120 da RICO em Rio Branco no Acre... matando políticos, resultado o F100 ficou menos tostado. Dias depois um Fokker 100 é atingido em solo por uma escada e não pode executar seu vôo e a imprensa cria a inédita DESPRESSURIZAÇÃO APÓS O POUSO! Simplesmente ridículo... dias depois um Fokker 100 pousa com vibração nos motores em Pelotas, a empresa garantiu que a aeronave poderia ter ido até Guarulhos, mas o piloto optou por pousar em Pelotas! Mas Pelotas nem base da TAM possui! Como explicar? A grande questão é POR QUE A IMPLICÂNCIA COM O FOKKER 100? Afinal o Boeing 777 da VARIG realizou um pouso em Recife pelos mesmos motivos do F100 em Pelotas e ninguém soube! Qual a diferença entre a VARIG e a TAM? Uma é vermelha a outra é azul? Negativo, a VARIG dispõe de simpatia perante a mídia. E no ato mais ridículo de todos, cai um ATR-42 da TOTAL, matando 2 tripulantes, gente trabalhadora, batalhando pela sua carreira... a imprensa simplesmente NÃO NOTICIOU nada! E pior, o poucos jornais que falaram sobre, escreveram 2, no máximo 6 linhas sobre o assunto e classificou o ATR como aeronave de pequeno porte!

E para encerrar todos os atos, a Rede GLOBO foi buscar uma notícia de 1 ano e meio para dizer que um Fokker 100 passou 1.500 pés acima do avião presidencial, em uma quase-colisão! Se a FOKKERFOBIA já estava instalada nos passageiros, aquilo foi o cúmulo. Essa série de atos, nos fez lembrar o tempo que a imprensa perseguia a Nordeste, quando mesma sofreu acidentes seguidos com seus Embraer 110. O resultado disso? A empresa retirou 21 aeronaves do serviço diário e irá devolver aos poucos aos seus arrendadores, junto com os 21 Fokker 100 retirados, foram-se mais de 500 funcionários! Será que a imprensa vai contratar essas pessoas? CLARO QUE NÃO! O que nós desejamos passar nesta matéria é: A IMPRENSA DEVE SER IMPARCIAL! Ou seja se é para noticiar incidentes bobos, vamos noticiar incidentes de todo mundo... afinal é avião não é mesmo? Logo, por que não noticiaram o pouso que resultou na perda total do PP-VLV, Boeing 727 da VARIGLOG em Confins? Por que não noticiaram que um Boeing 737 da NORDESTE foi atingido por um Urubu em Teresina? Bem, nada disso importa, pois no momento o Fokker 100 é um avião MORTO na aviação Brasileira, onde ninguém quer entrar em um, sabe por que? Por que a mídia ensinou a todos que aquele avião é um perigo e que pode matar centenas a qualquer momento!
Nós que vivemos a aviação dia-a-dia sabemos que não é assim...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Guilherme de Sá - Testemunho



Sou filho de mãe solteira. E meu testemunho se baseia na história de um cara que, sempre esperou um Pai. Me lembro até hoje, quando tinha uns 7 ou oito anos, minha mãe saía com as amigas e eu sempre perguntava: E aí mãe já me arranjou um pai? Era sempre assim que acontecia. Morei boa parte da infância com meus avós, minha mãe trabalhava muito e acabei morando no sítio com eles. Vou contar a história do único pai que tive: Meu avô. Seu nome era Nelson (nome que está inserido nos 3 cd`s do Rosa que participei). Trabalhava muito, ele e mais 1 irmão fundaram a Viação Limeirense, hoje riquíssima, começaram com oito peruas. O negócio prosperou bastante, tudo ia bem até que um dia, o irmão dele fez um contrato falso e levou meu avô a vender sua parte por mixaria. Com esse dinheiro meu avô comprou um bar, nesse bar ele aprendeu a beber, e beber muito. Virou alcólatra daqueles violentos. Era um amor de pessoa, mas virava outro quando bebia. Fechou o bar e foi morar no sítio, onde morei lá por um tempo. Presenciei muita coisa ruim, mas foi um grande pai para mim. Eu era o seu xodó. Interessante que, quando minha mãe apareceu grávida, ele me repudiou totalmente, mas o tempo foi passando e quando ela virava as costas pra ir trabalhar ele ia direto pro berço...

O tempo passou e minha mãe finalmente arranjou um “pai” pra mim. Casaram-se no civil e após isso me mudei para Cosmópolis, onde ele morava. No começo até que foi tranqüilo, mas tão cedo minha vida desmorou. Eu já tinha 11 anos. O garoto que morava no sítio foi pra cidade e acabou sendo literalmente o “nerd” da turma. Comecei a criar minha personalidade nesse ambiente e nesse meio começaram minhas primeiras surras. Sempre por motivos ridículos, geralmente nota baixa, se eu tirava um “D” (nota, não média) eu apanhava. Você não tem noção do que é apanhar de um padrasto, ainda mais da forma que eu apanhava. Sempre com cinto, deitado de bruços, nas pernas e acima de 40 cintadas. Ele contava e fazia eu contar junto.Batia muito forte. Após a surra me fazia vestir um short curto e ir pra educação física marcado pra todo mundo ver. Minha mãe tinha medo de contar pro meu avô porque a relação deles era desagradável. Com isso me distanciei do meu avô. Até que ele fez seu aniversário de numero 62, se entupiu de comer bolo e o nível de açúcar no sangue subiu muito. Foi internado, caiu na rede pública e voltou muito mal. A última lembrança que tenho dele é horrível. Ele estava na cama, com uma sonda. Minha avó subiu para a cidade para falar com um médico e me deixou encarregado de dar sopa pra ele. A casa era muito grande e as vezes eu tinha medo de ficar sozinho nela, então fui dar a sopa (com medo) dei um pouco pra ele, foi quando ele urinou (pela sonda). Eu senti medo e sem terminar a sopa, sai do quarto (ele estava consciente) e depois disso fui pra casa. Logo após isso ele foi internado, ficou 11 dias na Unicamp e faleceu. 

Assim termina a história do único homem que me tratou como um verdadeiro filho. Que batalhou, foi vítima, se perdeu e no seu leito de morte chamou o irmão que nunca havia perdoado, e enfim, perdoou. Nem entendi o que havia acontecido, eu tinha apenas 12 anos. Só comecei a entender o que meu avô significara pra mim 6 anos depois, mas essa é outra fase da minha vida. E vida seguiu seu rumo. Aí situação em casa piorou ainda mais. O meu padrasto entre uma surra e outra inventou de me bater com galho de uma Jabuticabeira que tinha no quintal de casa. Claro que me fazia: escolher qual galho, retirar as folhas e untar com óleo. Só depois executava o que ele chamava de “ofício”. Minha mãe sempre dizia que ele via meu pai na minha figura e isso o deixava enciumado. Se ela tentasse impedir, tomava o dela também. Todos os dias era obrigado a estudar das 13:30 às 22 horas, não importa o que houvesse, eu deveria ficar olhando pro caderno. Isso durou minha sexta série inteira. Me tornei um adolescente totalmente tímido. Sem pai (o verdadeiro não me procurava), e sem respeito na escola. Ora, você sabe que um beijo é tudo na vida de um menino de 13, 14 anos. Sendo que quase todos meus amigos já tinham tido algo, eu ficava viajando com o seriado “Anos Incríveis”, aquilo era minha vida, eu queria ser o Kevin Arnold e o que eu mais queira era ter uma Winnie Cooper como namorada e um Paul como amigo. Mas nada disso acontecia.

Os amigos que tive tinham 5 anos a menos que eu. O resto me ridicularizava. Nesse tempo da minha vida, com 13 à 14 anos, eu comecei a furtar coisas. Em casa a gente chegou a passar necessidade por um tempo. E eu encontrei no roubo a solução (lamentável). E gastava tudo em Fliperama... Fui pego várias vezes. A vez que mais marcou foi quando eu entrei na salinha de serventes da escola (eu entrava direto pq lá ficavam as coisas que as pessoas esqueciam) e fucei numa bolsa e roubei o salário inteiro de uma faxineira. Descobriram, apanhei (da minha mãe, porque se meu padrasto soubesse eu iria fritar), aprendi e fui parando. Mas ainda sobrava a lembrança: Eu era um nada. Na época eu tinha dentes muito tortos, aparelho dental era muito caro. E com toda minha “moral” perante os “amigos”, sem a aparência ajudar muito, eu comecei a ir para a casa da minha avó Lúcia (esposa do avô Nelson), porque queria escapar do Eliseu (meu padrasto). Eles já tinham tido meu irmão Nicholas há 3 anos e eu já havia caído um pouco no esquecimento. É normal quando se tem um filho novo, ele precisa de cuidados e tudo mais. Comecei a ser um pouco ouvido, frenquentei por muito tempo o grupo de jovens JUCA em Artur Nogueira, de lá saiu a minha primeira banda, o Hohenzollern. (embora eu cantasse desde o 10 anos na Matriz de Cosmópolis) Isso foi tudo! Agradecia a Deus todos os dias pela banda. Assim chamei um pouco a atenção da galera da minha classe, não existia muitas bandas na época e acabei sendo respeitado. Foi uma revolução... O tempo foi passando, as surras foram diminuindo, o respeito foi crescendo (muito aos poucos), aconteceu o 1º beijo... E continuava sem pai...

Já tinha 16 anos, bastante afastado da igreja, já havia frequentado uns 8 retiros e nada, comecei a andar com uma galera da pesada. Virei fã de Metal, descobri o Iron Maiden. Mas não me envolvi nem com bebidas nem com drogas porque tinha medo do meu padrasto. Muito menos com cigarro, eu morria de nojo, os dois em casa fumavam muito (minha mãe parou há muito tempo). Eu aprendi a tocar violão. Esse foi o marco da música na vida. Tanto que repeti de ano na escola de tanto pular o muro pra ficar arranhando as cordas (estava no 1º ano do 2º colegial). Costumo dizer que esse foi o único ano que eu realmente aprendi algo com a escola, o ano que eu bombei. (que não sirva de exemplo, porque não é). Nunca fui bom aluno. Por incrível que pareça eu não apanhei. Eu já estava mais velho e acho que ele já estava bastante satisfeito. Me mudei para casa da minha avó no ano seguinte: 1997.

Comecei a cantar num grupo de oração de bairro, e lá havia uma pregadora muito boa. Era uma mulher de Campinas, seu nome é Darci. Ela foi um anjo para mim em todos os sentidos. Foi ela quem me levou para o retiro que me converti e FOI ELA quem levou minha fita de inscrição para o Rosa. Coincidentemente (ou providentemente) ela é tia do Eduardo Faro. Ela é a grande responsável por eu estar onde estou. Claro que pulei uma grande parte da história, pois a entrada no Rosa foi em 2001. Desse pulo, o que vale realmente contar? Vale dizer que, larguei tudo que me afastava de Deus, que comecei uma obra maravilhosa com uma comunidade de jovens (Profetas do Amor) e que realmente me sentia realizado. Uma curiosidade: Eu me converti porque não fui suficientemente capaz de beijar uma menina que estava muito a fim de mim. Meu primo foi e pegou meu lugar. Isso foi o estopim. Duas horas depois houve uma Efusão no Espírito e comecei chorar feito louco. Me converti e meu primo se converteu com minhas lágrimas. O ano era 1998, final de outubro e eu já tinha 17 anos. Tudo ia ótimo, até que um dia recebi uma ligação: Era meu pai verdadeiro, querendo me conhecer. Foi o dia mais feliz da minha vida.

Passamos um mês muito, muito bom. Ponto. Porque, no dia do meu aniversário ele não me ligou, antes do Natal não me ligou. Então no Reveillon, dia 1º de Janeiro de 1999 foi o último dia que eu vi ele e minhas irmãs. Eu fui renegado de novo, agora pelo meu próprio pai. Isso doeu muito, muito. Voltei pra Cosmópolis, minha mãe havia descido para a praia. E eu fiquei numa praça, estagnado, imóvel, até as 5 da manhã... Eu não acreditava naquilo. Foi o pior dia da minha vida e eu não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo. Após isso, tentei falar com ele muitas vezes, mas nunca mais consegui. Com Deus ao meu lado (se Deus é por nós...) dei a volta por cima. Fui muito bem sucedido em tudo. No namoro, no trabalho, na comunidade, na família, em tudo...

E entrei no grande propósito da minha vida, o Rosa de Saron. A partir daí a maioria conhece. Hoje, minha mãe se separou do Eliseu. Ele virara alcólatra e havia se tornado violento com ela e com meu irmão, e ela repleta de razão, se cansou. Hoje, meu pai, Rogério, que quase morreu de infarto há 3 anos atrás, recebeu uma intimação da justiça. Vai ter que fazer DNA. Eu esperei com a maior das calmas a tempestade toda acabar e agora enfim, eu processo ele, não com ódio ou raiva, muito menos vingança, mas sabendo que existe uma justiça e eu faço questão que ele saiba que o filho que ele está perdendo é legitimamente dele. Moral da história: Se minha mãe sequer pensasse em aborto (pq não pensou) eu não existiria. Já que eu existo, então essa é minha história: Eu tive tudo nessa vida para ser um marginal, um alcoólatra, no mínimo um cara depressivo.. Mas é como diz a música: Quem me segurou foi Deus com seu amor de Pai. E eu cantei isso por anos. E a grande lógica: Foi provado por A + B e eu demorei muito pra entender. Deus é o grande, imenso e presente, Pai da minha vida.