quarta-feira, 19 de maio de 2010

EU AMO MARIA, E VOCÊ?


A Igreja tem constantemente manifestado a própria fé na virgindade perpétua de Maria. Os textos mais antigos, quando se referem à concepção de Jesus, chamam Maria simplesmente “Virgem”, deixando contudo entender que consideravam essa qualidade como um fato permanente, referido à sua vida inteira.

Os cristãos dos primeiros séculos expressaram essa convicção de fé mediante o termo grego aeiparthenos – “sempre virgem” – criado para qualificar de modo singular e eficaz a pessoa de Maria, e exprimir numa só palavra a fé da Igreja na sua virgindade perpétua. Encontramo-lo usado no segundo símbolo de fé de Santo Epifânio, no ano 374, em relação à Encarnação: o Filho de Deus “encarnou-Se, isto é, foi gerado de modo perfeito pela Santa Maria, a sempre Virgem, por obra do Espírito Santo” (Ancoratus, 119,5; DS 44).

A expressão “sempre Virgem” é retomada pelo II Concílio de Constantinopla (553), que afirma: o Verbo de Deus, “tendo-Se encarnado da santa gloriosa Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, nasceu dela” (DS 422). Esta doutrina é confirmada por outros dois Concílios Ecumênicos: o Lateranense IV (1215) (DS 801) e o Concílio de Lião (1274) (DS 852), e pelo texto da definição do dogma da assunção (1950) (DS 3903), no qual a virgindade perpétua de Maria é adotada entre os motivos da sua elevação, em corpo e alma, à glória celeste.

Mediante uma fórmula sintética, a tradição da Igreja apresentou Maria como “virgem antes do parto, no parto, e depois do parto”, reafirmando, através da indicação destes três momentos, que ela jamais cessou de ser virgem. Das três, a afirmação da virgindade “antes do parto”, é, sem dúvida, a mais importante, porque se refere à concepção de Jesus e toca diretamente o próprio mistério da Encarnação. Desde o início ela está constantemente presente na fé da Igreja.

A virgindade “no parto” e “depois do parto”, embora contida implicitamente no título de virgem, atribuído a Maria já nos primórdios da Igreja, torna-se objeto de aprofundamento doutrinal no momento em que alguns começam implicitamente a pô-la em dúvida. O Papa Ormisdas esclarece que “o Filho de Deus Se tornou filho do homem, nascido no tempo como um homem, abrindo no nascimento o seio da Mãe (cf. Lc 2, 23) e, pelo poder de Deus, não destruindo a virgindade da Mãe” (DS 368). A doutrina é confirmada pelo Concílio Vaticano II, no qual se afirma que o Filho primogênito de Maria “não só não lesou a sua integridade virginal, mas antes a consagrou” (LG 57). Quanto à virgindade depois do parto, deve-se antes de tudo observar que não há motivos para pensar que a vontade de permanecer virgem, manifestada por Maria no momento da Anunciação (Lc 1,34), tenha sucessivamente mudado. Além disso, o sentido imediato das palavras: “Mulher, eis aí o teu filho”, “Eis aí a tua Mãe” (Jo 19,26-27), que Jesus da cruz dirige a Maria e ao discípulo predileto, faz supor uma situação que exclui a presença de outros filhos nascidos de Maria. Os negadores da virgindade depois do parto pensaram encontrar um argumento comprovante no termo “primogênito”, atribuído a Jesus no Evangelho (Lc 2,7), como se essa locução deixasse supor que Maria tenha gerado outros filhos depois de Jesus. Mas a palavra “primogênito” significa literalmente “Filho não precedido por outro” e, em si, prescinde da existência de outros filhos. Além disso, o evangelista ressalta esta característica do Menino, pois ao nascimento do primogênito estavam ligadas algumas importantes observâncias próprias da lei judaica, independentemente do fato que a Mãe tivesse dado à luz outros filhos. Todo o filho único estava, pois, sob essas prescrições porque “o primeiro a ser gerado” (cf. Lc 2,23).

Segundo alguns, a virgindade de Maria depois do parto seria negada por aqueles textos evangélicos que recordam a existência de quatro “irmãos de Jesus”: Tiago, José, Simão e Judas (Mt 13, 55-56; Mc 6,3), e de suas diversas irmãs. É preciso recordar que, tanto em hebraico como em aramaico, não existe um vocábulo particular para exprimir a palavra “primo” e que, portanto, os termos “irmão” e “irmã” tinham um significado muito amplo, que abrangia diversos graus de parentesco. Na realidade com o termo “irmãos de Jesus” são indicados “os filhos duma Maria discípula de Cristo” (cf. Mt 27,56), designada de modo significativo como a “outra Maria” (Mt 28,1). Trata-se de parentes próximos de Jesus, segundo uma expressão conhecida do Antigo Testamento” (Catecismo da Igreja Católica, n. 500).

Maria Santíssima é, pois, a “sempre Virgem”. Esta sua prerrogativa é a consequência da maternidade divina, que a consagrou totalmente à missão redentora de Cristo.

Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=4520

Uma coisa que sempre falo, porém muitos aqui ainda não devem ter ouvido é que: Na Igreja Católica, NUNCA ouvi alguém dizendo que devemos adorar Maria, muito menos os Santos... Sempre me ensinaram, na catequese, a Adorar A Deus; que é Pai, Filho e Espírito Santo, unicamente...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Religiões pregam o amor





Muitas vezes somos perguntados na rua, geralmente por algum conhecido, ou alguém que está em missão: Por que ir para a igreja? Por que ter fé, se todos vamos morrer? Será que "vida eterna" existe mesmo? Confesso que é impossível responder a essas perguntas, porém posso falar de alguns fatos que não provam a existência de Deus, mas dá indícios fortes de que algo maior que todos gere o mundo.


Quem vive pra conhecer a faculdade; percebe, lá, que há muitos tipos de pessoas e que, principalmente, apenas um desses tipos é igual ao seu: o seu mesmo. A velha e conhecida frase dos veteranos: "Entrar é fácil, quero ver sair!" E que os pré-vestibulandos insistem em ignorar e estudam apenas para passar e mais nada. Assim, o campus esvazia antes mesmo das provas da primeira unidade. A faculdade é um lugar de gigantes construindo seu castelo, e não importa se é preciso derrubar o do outro para conseguir isso.


Mas essa conversa toda não tem nada a ver com o tema, ou talvez tenha de mais. Comecei a pensar sobre isso, antes de entrar, entretanto, com os choques de ideias que sofri, tive mais necessidade de fazê-lo.


Hoje é comemorado o dia do descobrimento do Brasil, 510 anos e muito ainda temos para construir. Poderíamos estar na floresta agora, dormindo, esperando mais um dia de caça e rituais ao Sol, à Lua, ao vento, à chuva e, quem sabe, uma invasão à tribo rival... Mas é apenas um sonho. E vem à mente a pergunta: Será que se fôssemos índios poderíamos ser salvos e irmos pro céu? Alguns responderiam: Sim. Pois quem não conhece a palavra é perdoado.


Mas voltando à realidade mais uma vez: e os muçulmanos? Eles não creem em Jesus como o Salvador, mas sim Maomé. Eles serão salvos? E os índios de hoje? E os adeptos do candomblé? E todos os outros não Cristãos que acreditam em algo maior que tudo? Será que existe UM SÓ DEUS?


Nossa! São tantas perguntas e nenhuma resposta, né? Mas eu tenho uma: Se você crê que existe algo maior que TUDO que gere (de gerir) o mundo, seja científico, ou não, seja concreto, ou não, tenha a certeza: DEUS se transfigura no seu "objeto" de fé.


Ele entende todo o mundo, não é "Todo mundo", mas sim "Todo O mundo". Maomé é um Jesus muçulmano e Jesus é um Maomé cristão. Algum problema nisso? Buda, pra quem não sabe era Monoteísta, ele guiou seu povo à Deus. O candomblé foi criado pelos negros para "imitar" a Igreja Católica, com os orixás, Será que depois de tantos maus-tratos sofridos pelos negros, Deus viraria as costas pra eles, porque não têm a fé Cristã? Será que por AMAR Maria, os católicos irão todos pro inferno? Se existir inferno... Será que os Testemunhas de Jeová, que saem todos os domingos em Evangelização não são dignos de um olhar de gratidão do Criador?
Será que nunca houve, realmente, um milagre operado pelos pastores da Universal, ou das outras protestantes? O que é mais engraçado é que os cristãos, divididos em várias igrejas, BRIGAM, às vezes SE MATAM pelo mesmo JESUS CRISTO. Será que Ele está feliz com isso? Ontem, 600 mil pessoas estiveram no Dia D das igrejas protestantes, será que Jesus ficou triste, porque não tinha nenhum católico, ou porque não tinha nenhum TJ ou nenhum filho de Santo? Ou Ele ficou feliz por tanta gente louvando? A tristeza dEle com certeza é porque não estavam TODOS juntos, pois uma Igreja quer ser melhor que a outra e esquecem que "Chegará dia que não sobrará PEDRA SOBRE PEDRA". 


Você pode ser do jeito que for, mas se doa o amor que tem, bem-vindo(a) ao Reino de Deus.

sábado, 10 de abril de 2010

Et Cétera

Esse texto foi feito no dia 25/12/2009. Natal em família, madrugada, meus primos bebendo e bagunçando lá fora, som alto, mas quando é hora de fazer um novo texto, eu consigo, Graças a Deus.

Gostaria de observar que qualquer semelhança com a REALIDADE é mera coincidência. Tudo o que coloquei no texto a seguir tem a finalidade de transmitir uma mensagem de revolta e indignação face ao mundo atual.


Saio de manhã, às 5h estou de pé, a favela dorme e está n’ativa. Me apronto. Pão dormido no café. Penso naqueles que nem isso têm. Sociedade finge não ver, aviãozinho no muro, 30h de plantão, cospe chumbo na mão.


Favelado quer mudar de vida, mas o primeiro a dar a mão é o tráfico. R$ 50,00 por dia, moto, mulher, ou R$ 0,50 por dia carregando blocos? Por aqui, aparecem políticos, quando estão em campanha, dizem que jamais se esquecerão daquele pedaço da favela, porém, quando ganham, jamais voltam, nem sequer lembram-se de nós, de mim.

Às 7h da manhã estou aprendendo um novo ofício, professor, matemática na Federal: meu lugar, após sete anos na Escola Estadual do Bairro, mas a escola que mais forma favelado está na própria favela: Nicotina, álcool, maconha, coca, crack, etc. A escola que mata meus irmãos, escola que me traz medo de assaltos, medo da bala perdida. 15 passos = uma olhada para trás; alguém para em minha frente = medo de morrer; alguém olha para mim = sabe que tenho celular.

Cresci correndo numa rua onde passos não existem mais à luz do dia. Ex-colega de sala morto roubando ônibus.

Sistema deixou que mais uma geração se perdesse num caminho sem volta, caminho que mata antes dos 18, caminho que faz a favela chorar. Presidente sabe que o Brasil se perde mais nessa vida a cada dia. Políticos só querem saber dos seus bolsos. Estou jogado às traças, lutando para mudar essa realidade, mas como dizer a um guri que estudar é bom, se a escola pública mostra pro favelado que ele vale nada e que nunca será quem sonha???

13h. Acabaram minhas aulas, agora vou pro laboratório estudar 20h por semana e ganhar R$ 300,00 por mês. Traficante acaba de acordar e já sabe: -R$ 300,00 será apenas hoje.
Mais um vai morrer porque não pagou o que cheirou, mais um poço de sonhos vazio, mais um que tinha uma especialidade única, mais um que tinha o poder de mudar “essa porra”, estará a sete palmos abaixo do chão que a sociedade pisa.

16h. Vou lanchar. Reabastecer minhas energias porque estudar requer muita comida. Favela se prepara para mais uma noite de movimentos ligeiros, motos “a todo vapor” pra cima e pra baixo: Drogas chegando aos locais de venda.

17h. Já estou noutra Federal: Análise de Sistemas. Todo conhecimento é pouco, como se nada tivesse acontecido, estou pronto para mais 5h de aula.

Todos a postos na favela. Escolas, faculdades, condomínios, toda cidade abastecida. Vai começar o baile mais mortal do mundo. Fuzis subindo e descendo. Rojões indicam polícia na área. Toque de recolher marcado. Correcorre aqui, silêncio ali.

Vi nascer, vi crescer, mas hoje impõe suas leis e não respeita mais ninguém. O pai? Morto pelo tráfico. Escalda a área, assalta seus irmãos, fuma, trafica com o primo. Escondidinho; oficialmente ninguém vê. Polícia = vistas grossas. Policial da área = medo de morrer se 
denunciar.

Todo mundo já provou. Só uma, sem compromisso: já era! Dívida, cobrança, bala na boca. Criança cresce vendo tudo isso, entre “polícia e ladrão” “ladrão” é a maioria. “Derruba avião” é o preferido, mais potente. Tem, até, bazuca. Matemática é o terror, física, uma chatice, português, desnecessário, fumar depois da aula, lei por aqui.

Quem tenta alertar é ridicularizado, idiota, careta.

22h. Estou seguindo para casa. Ponto de ônibus. MV Bill, Racionais no ouvido, APC-16, Rosa de Saron.

Favela está em alta. Vários já gastaram todo o dinheiro, 13 segundos de alucinações, cabou. Vendedor pequeno conta o número de vendas. 22:45h desço do busu. 16h na rua, estudando pra mudar a realidade dos que são pra mim.

Abordado. Cara quer R$ 0,50 pra beber mais uma. Cara feia após um “não”.

Vou subindo o morro. Ao fundo, amigo sobe correndo, gritando, polícia, cobrador atrás de si. Deve ao tráfico, roubou pra pagar. Se protege atrás de mim. Polícia, cobrador não querem saber quem está na cena, apenas importa que o amigo pague com sua vida. Sou alvejado à queima-roupa. Morro ali mesmo, na hora, 10 tiros.

Logo eu que sempre quis o melhor para minha gente, o melhor para minha favela.