segunda-feira, 13 de maio de 2013

BEM VINDA(O)!


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A Mudança clama para existir:

Quem é esse(a) tal homossexual?

O que Maria não diria

Não sou ninguém na Igreja e no Reino de Deus para dizer o que Maria deve ou não dizer. Se ela foi enviada pelo filho como mensageira, se aparições acontecem, ela certamente sabe o que dizer. Mas se não confere com a Bíblia, eu fico com a Bíblia e descarto aquelas aparições. O que diz a Bíblia continua sendo mais importante do que o que dizem os livrinhos dos videntes. Ao ler alguns livros de videntes me vem a certeza de que muitos deles estão dizendo que Maria disse uma coisa que Maria nunca diria. Tenho em mãos alguns folhetos de piedosos irmãos católicos dizendo:

a- Que o terceiro milênio será de Maria;
b- Que Jesus se cansou dos pecados do mundo e vai punir;
c- Que Maria está segurando o braço dele;
d- Que a reza do terço é garantia de salvação;
e- Que nove dias depois de começar uma série de orações o milagre acontece;
f- Que bons padres usam batinas e que Jesus quer isso;
g- Que " todas" as graças do céu passam por Maria;
h- Que se alguém usar um objeto no peito com a imagem dela, terá o coração protegido contra o pecado;
i- Que quem invocar o nome dela será salvo;
j- Que se Jesus não atender é só pedir a ela que Ele dá um jeito;
k- Que ela nos tirará do purgatório logo, se orarmos aquelas orações durante sete sábados;
l- Que ela resolve qualquer problema, se o fiel fizer exatamente aqueles rituais de sete ou nove dias.

Sei que nunca serei bispo, mas se fosse, não aprovaria nenhuma dessas mensagens porque negam verdades da fé. Quem lê a Bíblia e estuda o catecismo católico sabe do que estou falando. Algumas dessas mensagens atribuem a Maria um poder maior que o de Jesus. Outros colocam Maria preocupada com detalhes que nada tem a ver com a fé ou com a moral da pessoa; e outras garantem que o número de vezes e o tipo de oração determina o tamanho de uma graça.

Maria não diria isso porque são inverdades. E há muitas palavras atribuídas a ela que certamente nasceram de cabeças sem Bíblia nem catecismo. Aliás, a quase maioria dos videntes viu anjos demais e Bíblia e catecismo de menos. Depois, atribuem suas frases a Maria e complicam a situação, porque muitos fiéis sem preparo, acabam dizendo que Maria disse coisas que Maria não diria. Há muitas noticias falsas sobre Maria dentro e fora da Igreja, a favor e contra. Depois de Jesus Maria é uma das pessoas mais deturpadas da história! Amar Maria é também defendê-la contra esse tipo de videntes.

Pe. Zezinho, SCJ.


domingo, 12 de maio de 2013

Quem é esse(a) tal homossexual?


Sou jovem, católico apostólico romano, batizado e crismado. Talvez essas informações sejam suficientes para que você feche a janela e não volte mais aqui. Mas eu peço que leia até o fim.

Muito tem-se falado sobre a luta por direitos iguais, que os homossexuais travam desde os primórdios da humanidade, mas que ganhou força nos últimos anos. Confesso que, para um cristão, entender realmente quem é o cidadão homossexual é uma tarefa difícil. Isso porque crescemos bombardeados, rotineiramente, por declarações, ou opiniões de alguns padres e até familiares, sobre a proibição irrevogável que há na Bíblia sobre as relações homossexuais. Assim, eu, como a imensa maioria dos cristãos, assumi o discurso de que o homossexual é amado por Deus, mas a homossexualidade não, tornando os "portadores" dessa "anormalidade na natureza humana", pessoas que não podem ser elas mesmas, se quiserem seguir a Cristo.

Como não posso falar sobre o que não vivo, nem o que não vi, devo ater-me à minha igreja. Oficialmente, um homossexual pode ser batizado, fazer primeira comunhão, ser crismado e, até, ordenado. Dentro da igreja, quem é católico mesmo, sabe que tudo depende da consciência da pessoa, se ela diz que não "está em pecado", ninguém poderá dizer o contrário. Mas sabemos que muitas pessoas vivem para tomar conta da vida dos outros, e os comentários destrutivos são frequentes, quando um homossexual vai à fila da Comunhão. Quem deveria ser o primeiro a acolher (o cristão leigo), é o primeiro a condená-los e afastá-los do altar. Mas é claro que há muita mão do alto escalão da hierarquia católica, nesses atos.

Bom, como todos sabem, a Igreja não permite que homossexuais casem-se. Ela orienta que eles aceitem sua sexualidade, mas que abstenham-se das relações sexuais e que levem isso como "uma cruz", um caminho para a "salvação". Esse é o posicionamento oficial. O que vemos aqui é uma negação de que a homossexualidade é uma identidade, ou um gênero, mas sim que é uma opção das pessoas, que elas deveriam "voltar atrás" e optarem por não viverem sua sexualidade. Na minha opinião, só há três maneiras de convencer-se do discurso que as Igrejas usam: primeiro é a situação acima (uma opção que pode mudar), ou uma doença, que pode ser curada, como algumas pessoas pregam, ou então, que a pessoa está possuída por um espírito impuro (ou maligno), como também estão falando por aí. (Eu vou dar um tempinho para você parar de rir)...

Sendo modesto, é um pouco contraditório, a pessoa acreditar que deve amar a todos como ama a si mesma, mas também acreditar que o homossexual está numa das categorias acima. "A homossexualidade foi encontrada em 245 espécies, o preconceito só em uma.", como dizia uma postagem no Facebook. As Igrejas precisam entender que ninguém gosta de ser oprimido e, na conjuntura de hoje, ser diferente da maioria gera muitas lágrimas de aborrecimento, angústia e temor. Por que alguém iria ESCOLHER ser homossexual? Não é uma roupa, que troca-se todo dia; é preciso aceitar-se, antes mesmo de ser na prática. E, na boa, ninguém escolhe ser oprimido, motivo de chacota. Simplesmente a pessoa é, e às vezes não tem a resposta do porquê ser assim. As outras duas alternativas, não precisa explicar porquê estão erradas. A ciência já deu respostas além do necessário.

Também, o que vejo de mais inquietante na comunidade LGBT é o discurso das Igrejas contra a União CIVIL de homossexuais. Eu pergunto: O QUE AS IGREJAS TEM A VER COM ISSO? Esqueceram que o país é Laico??? (na verdade sim, mas muitos os fizeram lembrar). Nenhuma igreja pode querer que o legislativo siga a Bíblia, porque se há esse precedente, o Islã terá todo o direito de obrigar que hajam leis, feriados, decretos sob a regência d'Alcorão. Os Espíritas poderão usar os livros de Kardec para pedir que se criem leis, ou que deixem de existir. Os adeptos do Candomblé poderão decretar que todos os Brasileiros produzam oferendas aos Orixás. Os índios nos obrigariam a adorarmos o Sol, a dançarmos a dança da Chuva, a fazermos seus rituais com Maconha, com sangue, etc... Estão vendo como a nossa religião nos olhos dos outros é refresco?

Assim como a participação de Negros nas Missas era negada, assim como foi um processo lento  para que o Estado pudesse separar casais, também será a "alforria" dos homossexuais. O que não pode acontecer, nunca, é a minoria tornar-se opressora, quando consegui virar maioria. Direitos iguais são direitos iguais, nada mais do que isso. Mas eu acredito muito nas causas LGBT. É claro que há exageros de todos os lados. Devemos buscar o equilíbrio.

A "Bíblia" do Congresso DEVE ser a Constituição. Qualquer igreja tem o direito de negar-se a acolher quem quer que seja, ou negar-se a celebrar casamentos; mas não podem levar suas regras para além dos seus templos e/ou fiéis. Senão, a casa de Maria Joana que já temos, desabará. E eu não tenho dúvidas sobre a opinião de Deus sobre Sua palavra na política: "Dai a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus".

Essas são palavras de um Católico, Apostólico Romano, militante da PJ, adepto da Teologia da Libertação, estudante de Licenciatura em Matemática - UFBA.

Axé.